
Às vezes eu me encontro com o meu próprio eu, e a coisa que eu consigo refletir é a resposta de tudo. E sempre eu percebo que eu sou inútil neste mundo colossal, que eu sou só um entre outros e que eu não sou nada.
Percebo que uso máscaras, e que ninguém sabe quem realmente eu sou, percebo que me escondo para não me encontrarem, percebo que eu não evito a verdade e que também não evito a mentira, percebo que julgo por motivos bobos, e que penso coisas que eu preferiria não pensar.
Eu sei quem eu sou, por mais que eu queira mudar eu não consigo ser quem eu almejo ser. Eu não tenho ídolos, não quero me espelhar em ninguém. Apenas escolho os meu gostos como eu quero e não o que os outros querem.
Eu uso máscaras, assim como todo mundo usa. Eu sei que erro e peço perdão por isto, mas errar é fundamental, pelo menos pra mim. Eu evito o erro, mas não resisto a ele, sou jovem, sou adolescente e nunca saio ileso das consequências da vida. Muitas vezes me peguei mentindo para mim mesmo e mesmo assim julgo as pessoas que fizeram as mesmas coisas que um dia eu fiz.
Me arrependo por eu ser hipócrita, quero mudar mas não consigo.
Estas máscaras me consomem, por todo o meu pensamento eu me envolvo com elas e acabo me transformando no que eu pareço ser. Por incrível que pareça, o que contamina o homem não é o que entra nele, é o que sai.
Bem que eu deveria ter ouvido o que disseram: "Guarde o teu coração".
Teimosia minha? Sim.
Eu não consigo parar de errar, eu realmente não consigo. Mas sei, eu bem sei, que um dia tudo isto acabará.
Memento mori.
T059.
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